Sem pressa de chegar ao Campo de Estrelas

Sinopse
Nada é tão nosso quanto o tempo que nos cabe viver. Decidir escolher um caminho tão antigo quanto o tempo numa rota do caminho que levaria a Santiago neste ano, teve a implicação direta e consciente de chegar aos cinquenta anos de minha vida.
Descrição completa
Nada é tão nosso quanto o tempo que nos cabe viver. Decidir escolher um caminho tão antigo quanto o tempo numa rota do caminho que levaria a Santiago neste ano, teve a implicação direta e consciente de chegar aos cinquenta anos de minha vida. Flertada emocionalmente pelo embaraço de ser atingida com maior intensidade pela flecha da minha finitude e pela visibilidade do que é irrevogável. Os dias se vão para nunca mais voltar… então, eu caminho!
Nesta escrita, não trago o passo a passo sobre como planejar para fazer o Caminho de Santiago. Aqui, registro memórias indeletáveis. A letra como meu lugar de fala oxigena a minha existência. Assim, agarro-me à vida. A matéria-prima para escrever, retiro das minhas emoções, das sensações despertadas pelas recordações dos instantes.
Aos que chegarem a me ler saberão da minha tentativa de me reconhecer na vertente do tempo. Há quem faça o Caminho de Santiago para entender mais sobre si mesmo. Talvez eu tenha vivido mais que entendido. Com as letras invento sentidos sobre o profundo sentimento de ver-me envelhecer. Seria isso criar no presente o futuro do passado que já aconteceu?
A esta altura, o caminho me serve mais é para esvaziar a minha procura quando me falta o chão. Cheguei no tempo do depois com muitas memórias de sonhos realizados. Tenho um tanto de outros sonhos que talvez não realizarei. Como disse o poeta: as pessoas estão sempre inacabadas.
Buen Camiño!

