Descrição
Quando eu descobri que poetas mentem, de Íris Cavalcante, é uma obra de poesia brasileira contemporânea que transita entre as experiências da existência, as contradições humanas e a força da palavra como instrumento de resistência. Em versos marcados pela sensibilidade, pela ironia e pela crítica social, a autora transforma vivências pessoais e coletivas em uma reflexão sobre identidade, liberdade, injustiça, amor e a condição feminina.
A obra percorre diferentes momentos da vida, desde a infância e suas inquietações até a maturidade, revelando sentimentos, conflitos e transformações que atravessam a experiência humana. Ao longo dos poemas, a voz poética questiona convenções sociais, relações de poder e discursos que sustentam desigualdades, especialmente aquelas vivenciadas pelas mulheres.
A poesia de Íris Cavalcante não se limita à expressão dos sentimentos. Seus versos também assumem uma dimensão política e social, denunciando a misoginia, as injustiças, a violência e as estruturas que historicamente restringem a autonomia feminina. Poemas como Desordenança, Crime sem castigo, Filhas da mãe e Manifesto revelam uma escrita que confronta o silêncio e reivindica o direito de existir, pensar e expressar-se livremente.
Ao mesmo tempo, Quando eu descobri que poetas mentem abre espaço para o amor, o desejo, a ternura, a memória e as contradições dos relacionamentos humanos. A autora explora os limites entre verdade e ficção, questionando a própria natureza da poesia e sua capacidade de transformar experiências em linguagem.
A experimentação poética constitui outro aspecto marcante da publicação. Íris Cavalcante combina lirismo, linguagem coloquial, jogos de palavras, ironia e recursos visuais para criar diferentes ritmos e possibilidades de interpretação. A palavra aparece não apenas como meio de expressão, mas também como território de disputa, reconstrução e liberdade.
Na apresentação intitulada Divindades da Poesia, a escritora e jornalista Celma Prata, integrante da Academia Cearense de Letras, destaca a força e a autenticidade da voz poética de Íris Cavalcante, reconhecendo em sua escrita uma relação profunda entre sensibilidade, denúncia e resistência.
O livro também propõe uma reflexão sobre o papel da literatura diante das adversidades. Entre perdas, afetos, inconformismos e recomeços, a poesia surge como possibilidade de preservar a ternura e de encontrar novas formas de compreender a existência.
Quando eu descobri que poetas mentem é uma leitura indicada para interessados em poesia brasileira contemporânea, literatura escrita por mulheres, questões de gênero, crítica social e obras que exploram as relações entre linguagem, subjetividade e transformação.








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